A alegação "zero lactose" está cada vez mais presente nos rótulos de produtos lácteos, porém exige atenção técnica e comprovação analítica. De acordo com a RDC nº 135/2017 da ANVISA, um alimento só pode ser considerado isento de lactose quando apresenta
no máximo 100 mg de lactose por 100 g ou 100 mL de produto. Isso demonstra que não se trata de ausência total, mas de um limite legal que precisa ser rigorosamente atendido.
Nesse contexto, toda indústria que declara "zero lactose" deve garantir, por meio do controle da qualidade, que seus produtos estejam dentro desse padrão. A ausência de monitoramento adequado pode gerar não conformidades, riscos regulatórios e impactos negativos na credibilidade da marca. Além disso, quando um produto contém lactose acima do limite e é comercializado como "zero lactose", o
consumidor intolerante fica exposto a riscos à saúde, como desconfortos gastrointestinais, dores abdominais e outras reações adversas.
Para atender a essa exigência de forma eficiente, já é possível realizar o monitoramento de lactose dentro da própria indústria, durante
o processo produtivo.
Métodos enzimáticos, como o kit K-LOLAC da Neogen Megazyme (fig. capa), da qual a ABC é distribuidor autorizado, permitem a quantificação precisa da lactose com rapidez, simplicidade e alta confiabilidade. Esses métodos são reconhecidos pela AOAC International, o que assegura robustez técnica e aceitação em auditorias e validações. Além de garantir conformidade com a
legislação, o monitoramento possibilita ajustes mais precisos na dosagem de lactase, evitando o uso excessivo de enzimas e reduzindo
custos operacionais. Também contribui para maior padronização do produto e melhor controle do processo produtivo.
Dessa forma, medir a lactose deixa de ser apenas uma obrigação regulatória e passa a ser uma ferramentaestratégica. Garantir que produto seja realmente "zero lactose" é proteger o consumidor, fortalecer a marca e assegurar a confiabilidade dos processos industriais.